Quero um colo que me faça sentir em casa,
um que me deixe louco e ao mesmo tempo de cara.
Dizem-me que isso não passa de uma projeção,
que meu querer é fruto de uma perfeita imaginação.
Posso sabotar minha felicidade acreditando nas maldades alheias,
a culpa não é só minha, há uma nuvem que me rodeia.
E travo uma batalha interna para continuar resistindo,
quero braços que me envolvam, aqueçam-me no inverno,
que sejam meu ponto de apoio, e de mais nenhuma pessoa.